Brumas (Tiago Nascimento)

Hoje eu acordei com medo,
medo de cair
Um precipício de sonho
formou-se por aqui
Minhas pernas não se firmavam
tive de ficar
Mais dois minutos na cama
antes do despertar.

Minhas dúvidas, meus medos
são partes do que eu sou
se resolvo não acordar ceedo
te pergunto: o que mudou?

Vejo da minha janela sombras
feitas pelo sol ao se mover
Veja que ironia: um brilhante astro
fábrica de escuro ser
E o meu rosto no espelho
sei que logo vai mudar
mesmo se o rubor vermelho
nunca me abandonar.

Minhas certezas e coragens
fazem parte do eu que sou
se opto pela verdade
te pergunto: o que mudou?

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Sobre Tiago Carpes do Nascimento

Brasileiro, casado, vinte e poucos anos, escritor por obrigação e prazer, professor, curioso, eclético em matéria de música, adora livros e filmes inteligentes (instigantes), cristão, conservador, gosta de política, já sonhou ser presidente do Brasil, presidiu comitê municipal de sigla política, mas a desilusão foi tanta que hoje se contenta apenas em contribuir para a melhoria da educação e para o crescimento vegetativo da população, tendo dado o seu contributo em duas ocasiões.
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