Para os que amam gatos (Sônia Pillon)

Nem todos gostam de gatos. Há os que os
detestam e não suportam a ideia de ter um
bichano por perto. Alguns chegam ao extremo de
odiar os felinos, a ponto de maltratar, torturar
e até matar, de fome, a pauladas, afogados… O
grau de crueldade e as insanidades humanas são
inúmeras, e não cabe nesse momento enumerar.

Afinal, o papo aqui não é para os que odeiam
felinos, mas sim, para os que amam gatos! Sim,
porque não existe meio termo quando se trata
desses animaizinhos de pelo macio e miados
manhosos. Isso porque dificilmente um gato
provoca sentimentos de indiferença nas pessoas.

Poucos conseguem manter o olhar de um
gato por muito tempo. Geralmente as pessoas
desviam o olhar primeiro, desconcertadas. Pode
ser perturbador ser olhado de uma forma tão
penetrante, como a desvendar mistérios…

Os antigos egípcios consideravam o gato uma
divindade, de tanto que admiravam suas
qualidades de estrategista, raciocínio rápido e
agilidade, até para eliminar os ratos. No tempo
dos faraós, gato era sinônimo de extrema boa sorte.

Na Idade Média, durante a “Santa Inquisição”
dos católicos, os felinos eram associados às
feitiçarias. E portanto eram queimados, como
as bruxas. Mas eles seguiram em frente e se
proliferaram pelo mundo…

A altivez característica de um gato aparenta
nobreza, com um toque de segurança. Seus
movimentos estratégicos e seu porte transpiram
independência. E mesmo que você o alimente e
o mantenha com você, não se engane: ele estará
sempre no comando!

Egocêntricos, manhosos, dorminhocos,
preguiçosos, traiçoeiros… Não faltam definições!
Gatos adoram se adonar de um canto da casa que
você considera seu, como um sofá, ou a cadeira
mais cobiçada da sala. Mas não fique chateado.
É uma característica deles. Eles não tem como
evitar…

Apesar de parecerem tão mimados e birrentos
-com suas unhas afiadas, sempre prontas para
darem o bote, se forem contrariados – eles
também podem ser adoráveis, afetuosos e fiéis
com seus donos, reconhecidos pela casa, comida,
banhos, pet shops e tudo o mais… Ou seriam eles
os “donos do pedaço”?…

Outra dica: assim como os cães, se você adotar
um gato abandonado, tratá-lo, alimentá-lo,
cuidar de sua saúde e higiene, der toda a atenção
e carinho, ele certamente saberá retribuir! Pode
ser a companhia ideal para quem vive sozinho,
por opção, ou não.

E nunca se esqueça que ter um gato de verdade
não é como ter um bicho de pelúcia! E que
adotar um animal de estimação implica em
responsabilidade. Você não pode simplesmente
acordar um belo dia e decidir jogar o seu gato
fora, como se fosse lixo, caso se canse dele ou
decida viajar… Nesse caso, melhor deixá-lo livre
para procurar outro lar. Sempre haverá alguém
que adorará ter a companhia dele por perto. Para
os que amam gatos, sempre haverá um lugar
reservado, na casa e no coração.

Sônia Pillon é jornalista e escritora, nascida em Porto Alegre (RS) e desde 1996 radicada em Jaraguá do Sul (SC), Brasil.

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