Mielinização (Tiago Nascimento)

Saber saber saber.
Os processos de mielinização estão quase se encerrando.
Meus anos passam lentamente, mas parece que fazem várias eras que não vejo o meu amor.
Preciso do seu carinho, do seu beijo, do seu leite.
Vem.
Preciso aprender a te reconhecer nos rostos diferentes que pouco a pouco vem me visitar.
Não precisa ter 50 anos pra começar a esquecer.

As brigas melhores que participei, eu perdi…

E dizem: Necessário se faz
saber ser o que você é.
Mas quem sou eu?

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4 respostas para Mielinização (Tiago Nascimento)

  1. Vana Comissoli disse:

    Fiquei sem saber se isso é uma crônica, um verso ou um conto.
    Acredito que palavras não necessitam de ênfase de cor ou outra artimanha para se validarem quando estão bem posicionadas.
    Gostaria de entender por que uma palavra de cunho anatômico como mielinização precisou ser usada. Uma linguagem simples e forte não atinge muito mais leitores? Não é para ser lido e entendido que um escritor escreve?

    • Fred Paiva disse:

      Só refletindo o comentário da Vana, acho que nem sempre o escritor escreve para ser entendido, muitas vezes escreve pra se entender… é um ciclo, entender-se é fazer-se entender, mostrar seu mundo para si mesmo deixando os outros verem e talvez associar com o delas próprio… enfim, eu nem sei o que significa ao certo mielinização, mas ainda assim, tá ótimo!

    • Tiago disse:

      Cara Vana. Como diz o nosso amigo Fred, tenho comigo que nem sempre os leitores precisam “entender” o que se escreve. O legal é que cada um interpreta a sua amaneira, então mesmo se eu usasse palavras inteligiveis, a sensação provocada em cada leitor seria diferente. Assim eu sempre escrevo no sentido de expressar o que eu sinto, e os leitores sempre compreenderão algo, seja o que for…

  2. Vana disse:

    Pensarei sobre esta posição, mas até agora acho que o escritor escreve para si mesmo, para o outro e para o mundo todo.
    Machado de Assis só foi grande porque escrevia para todo o mundo e de forma atemporal.
    Não sei se é preciso tanto para se entender e se alguém está interessado nisto. Escrever como reflexo onde alguns, ou muitos, ou poucos possam se entender é o caminho mágico da comunicação e escrever é comunicar

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